E agora, como vai ser? Reflexões sobre um mundo em pandemia

A pandemia de Covid-19 nem acabou e você já deve estar se perguntando o que vai acontecer depois dela. Enquanto a vacina não chega e nós continuamos cumprindo as medidas de proteção contra o novo coronavírus, vamos fazer uma análise: será que as transformações que aconteceram neste período vão permanecer? Foram diversos desafios, mas as empresas estão encontrando novas formas de sobreviver ao mesmo tempo em que a ciência faz investigações e descobertas em tempo recorde.

Com este novo cenário em que vivemos muita coisa mudou, para evitar aglomerações e a propagação do vírus, as medidas tomadas além do uso de máscara, foram o isolamento social (para que as pessoas ficassem em casa) e o distanciamento social. Com a pandemia, a forma como nós estudamos, o jeito de trabalhar, consumo de produtos culturais, gastronomia, entre outros hábitos, tiveram adaptações repentinas.

O fato é que não podemos negar que os tempos de crise aceleram as mudanças e a tecnologia foi um dos principais agentes de transformação desde a ciência até o nosso cotidiano para lidar com o “novo normal”, acompanhe o que aconteceu:

Educação a distância

Com as aulas presenciais suspensas, a alternativa encontrada para cumprir o ano letivo foi o ensino a distância nas escolas e universidades por meio da internet, em alguns casos rádio e televisão também. Com mais tempo livre, houve um aumento gigantesco da pesquisa por cursos online. O Google fez um levantamento sobre a procura de cursos EAD durante a quarentena, e teve um aumento de 130% em março. 

A FGV registrou um aumento de 400% no acesso de cursos online gratuitos da instituição em comparação aos meses de janeiro e fevereiro. Mesmo com a retomada das aulas presenciais aos poucos e falta de acesso à internet ou instabilidade de conexão, a modalidade de ensino a distância tende a permanecer como preferência por conta da flexibilidade, economia de tempo e dinheiro, como também pela diversidade de formatos oferecidos.

Gastronomia 

Que tal o cardápio do seu restaurante preferido na mesa de casa? Com os restaurantes de portas fechadas por causa da pandemia, respeitando as normas do isolamento social e até mesmo pela restrição da capacidade de atendimento e horário de funcionamento reduzido, o delivery foi o responsável por manter os negócios em plena atividade.

E neste cenário, muitos restaurantes oferecem um cardápio especial para entrega, seguindo os protocolos de segurança (higienização) para embalar e entregar o produto por meio de aplicativos.

Além de uma embalagem repleta de mensagens carinhosas em um momento tão incerto. Mais do que só comida, uma experiência para o cliente.

Home Office 

O isolamento social também trouxe o escritório para a casa, as empresas encontraram no home office um jeito de continuar suas atividades, prezando pela segurança de seus colaboradores, trabalhando em suas casas.

O que antes era uma medida adotada por empresas com uma visão mais moderna, principalmente nas do setor de tecnologia, passou a ser realidade em 59% das PMEs (pequenas e médias empresas) segundo a pesquisa global da Capterra em parceria com o Gartner nos países Austrália, Brasil, Espanha, França, Alemanha, Itália, México, Holanda e Reino Unido em abril de 2020.

Além das ferramentas de comunicação como e-mail e whatsapp, videoconferências para reuniões virtuais e aplicativos tiveram grande adesão. De acordo com a pesquisa, 60% das pequenas e médias empresas já investem ou investirão em software para trabalho remoto e 39% das empresas usam soluções em nuvem como suporte ao home office. 

Esta realidade veio para ficar, muitas empresas pensam em manter o regime home office mesmo depois que a situação emergencial passar por causa da economia de custos tanto para a empresa quanto para o colaborador, mais versatilidade e impacto positivo na produtividade também. 

Plataformas Streaming

Passar mais tempo em casa também significa colocar a sua playlist em dia. É hora de ouvir o seu podcast preferido ou até músicas para relaxar. O Spotify chegou a 286 milhões de assinantes no primeiro trimestre de 2020. O consumo dessa plataforma diminuiu em carros, dispositivos vestíveis e Web, mas aumentou 50% em TVs e consoles de jogos em comparação ao primeiro trimestre de 2019. O podcast tem um percentual de 19% dos usuários ativos do Spotify durante a pandemia.

Os filmes e séries também saíram da lista de espera dos usuários da Netflix, a principal plataforma de streaming anunciou um aumento de 15,8 milhões de assinantes no primeiro trimestre de 2020.

Todo dia você recebe uma notificação do seu Instagram de alguém que está fazendo uma transmissão ao vivo, é a famosa live, que durante o isolamento social aumentou 70% em março segundo a revelação do próprio Instagram ao site Business Insider

Já que encontrar as pessoas não é possível, ela serviu como um meio de aproximação para compartilhar treinos, looks, leituras, conversar, fazer lançamentos e shows, etc.

O cancelamento de eventos como shows e teatros, sem perspectiva de volta aos palcos por conta da pandemia fez com que os artistas encontrassem novas formas de se apresentar o público e divulgar seu trabalho por meio de shows virtuais para milhares ou até milhões de pessoas. 

Telemedicina

Para que não haja o risco de contaminação pelo novo coronavírus em pronto-socorro ou consultório médico e para ampliar o atendimento aos pacientes em lugares distantes, a telemedicina serviu como uma ferramenta que viabilizou a consulta, acompanhamento e tratamentos contínuos por meio de consultas virtuais (videoconferência).

Durante a pandemia, a Lei 13.989 foi sancionada para regulamentar o uso da telemedicina, além disso, diversas empresas estão desenvolvendo soluções para atender às necessidades da telemedicina, como uma plataforma otimizada para que os dados clínicos do paciente sejam compartilhados o mais possível com o médico, agendamento, receita e certificado digital.

Transformação digital 

A transformação digital chegou com tudo nas empresas, o e-commerce que já era comum nas empresas de varejo e outros setores, mas com o início da pandemia, em que os comércios físicos estavam fechados, as empresas, principalmente para as pequenas que não tinham adotado a venda por internet ainda, aderiram ao comércio eletrônico como uma forma de manter o seu negócio funcionando e diminuir os prejuízos causados pelo isolamento social.

Com o isolamento social, os consumidores enxergaram no e-commerce um jeito de realizar suas compras sem sair de casa. As vendas online aumentaram 98,74% em relação a abril do ano passado, com um aumento de 81,64% no faturamento do setor em referência a esse mesmo período segundo a Compre&Confie. O setor comemora o crescimento e podemos dizer que mesmo com a abertura das lojas físicas a adesão ao e-commerce tende a continuar. 

As empresas reconheceram no e-commerce e no marketing por meio da tecnologia a necessidade de estar presente no ambiente digital, afinal, se o seu negócio não está no virtual, é como se ele não existisse para o seu público-alvo e parceiros. 

Será que estamos moldando novos comportamentos de consumo, negócios e hábitos? Bom, só depois da pandemia para sabermos. Na verdade, o que temos certeza mesmo é que as novas tecnologias não são mais projeções, mas soluções que estão trazendo impactos em diversos segmentos no mundo todo. 

Acompanhe o nosso blog e fique por dentro dos próximos conteúdos!

 

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Carmelise Medeiros

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