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A participação feminina no mercado de tecnologia

Confira neste conteúdo qual o cenário da participação feminina no mercado de tecnologia, além das principais profissionais que são inspirações para o setor

Carmelise de MedeirosCarmelise de Medeiros

A demanda de profissionais na área de TI aumentou de forma acelerada nos últimos anos devido a evolução de novas tecnologias e a expansão das startups ao redor do mundo. 

O déficit de profissionais de TI é grande. No Brasil, o mercado de TI pode apresentar um déficit de profissionais em 2024. Segundo o estudo “Formação Educacional e Empregabilidade em TIC Achados e Recomendações” desenvolvido pela Brasscom, se não houver mudanças no setor de TI, haverá falta de 260 mil profissionais para suprir a demanda na área, os campos de atuação referem-se a Inteligência Artificial, Big Data, Nuvem, IoT, entre outras tecnologias.

Neste contexto, a carência de profissionais não tange somente ao desequilíbrio entre demanda e oferta, mas também as lacunas de gênero presente na participação de homens e mulheres no mercado de tecnologia.

O relatório do Fórum Econômico Mundial “Global Gender Gap Report 2020” avalia a paridade de gênero em 153 países, os critérios de avaliação correspondem as áreas de participação econômica e oportunidade, realização educacional, saúde e sobrevivência, além do empoderamento político.

De acordo com os dados do relatório, no ranking, o Brasil progrediu três posições desde 2018 e ocupa a 92ª posição com uma pontuação geral de 69,1%. A melhora de desempenho é a consequência de mais paridade de gênero na educação e saúde. A taxa de paridade de gênero na alfabetização é de 93% no ensino primário e 95% na educação superior, sendo que há um número maior de mulheres matriculadas no ensino médio e superior, cerca de 140 estudantes do sexo feminino para cada 100 estudantes do sexo masculino. A diferença de gênero no setor econômico permanece por causa da baixa participação feminina no mercado de trabalho em conjunto com os salários e rendimentos desiguais.

O Fórum Econômico Mundial em parceria com o Linkedin aponta as lacunas de gêneros através das métricas dos empregos com perspectiva de crescimento, que abrangem as categorias: Pessoas e Cultura, Produção de Conteúdo, Marketing, Vendas, Desenvolvimento de Produtos, Dados e IA, Engenharia e Computação em Nuvem.

Os dados apontam que No Brasil, as mulheres representam 5% na área de Computação em Nuvem, 11% na  Engenharia, 18% em Dados e IA, 28% no Desenvolvimento de Produtos e 41% na área de Marketing, esses dados representam, a participação das mulheres no setor de tecnologia. Observa-se que os maiores índices de participação feminina encontram-se na Produção de Conteúdo e Pessoas e Cultura.

No estado de Santa Catarina, as mulheres empregadas representam 39,6% dos colaboradores do setor de tecnologia segundo o Observatório Acate: Panorama do Setor de Tecnologia de Santa Catarina 2018.

Mas afinal, por que as mulheres têm pouca participação na área de tecnologia ?

Um das razões trata-se do número de mulheres graduadas nas áreas de ciências exatas, segundo as informações do PNAD 2016, 79% das mulheres desistem da graduação no primeiro ano. Os dados revelam que no mesmo ano, a participação feminina era de 20% dos mais de 580 mil profissionais que atuam no mercado de Tecnologia da Informação, conforme o IBGE.

As dificuldades enfrentadas pelas mulheres no campo da tecnologia vão desde a desconstrução dos estereótipos de gênero, apontado por vários pesquisadores como o fator que desestimula o ingresso das alunas nos campos de engenharia e tecnologia por serem áreas predominantemente masculinas. Além da discriminação e assédios enfrentados no campo de atuação.

Atualmente, as Nações Unidas estima que menos de 30% dos pesquisadores em áreas científicas e tecnológicas sejam mulheres. Habilidades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática serão fundamentais em economias marcadas pelo avanço da automatização e pela criação de empregos em áreas que exigem alta qualificação.

Mesmo diante dos obstáculos, as mulheres estão superando barreiras e alcançando novos patamares graças às políticas e programas de incentivo da participação feminina na educação e ciência, em eventos e nas empresas. 

Assim, surgem iniciativas como o Programa Meninas Digitais  da Sociedade Brasileira de Computação que tem como objetivo divulgar a área de Computação para meninas estudantes do ensino médio e ensino fundamental com minicursos,oficinas e demais ações que estimulem o interesse das meninas nessa área.

Desde 2012, o Programa Women Techmakers do Google oferece recursos e iniciativas para auxiliar as mulheres na carreira tecnológica. A PrograMaria tem o intuito de empoderar as mulheres no setor de Ti através de eventos, conteúdos e cursos. 

Para se inspirar!

Quem disse que tecnologia não é coisa para mulher? As CEOs das empresas mais poderosas do mundo estão aí para provar como a sua competência faz a diferença no mundo corporativo!  

Susan Wojcicki

Eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo pela Forbes. Em 1999 se tornou o 16ª funcionária do Google, onde desenvolveu projetos importantes como o Google Livros e Google Analytics. É formada em história e literatura, com mestrado em Economia pela Universidade de Califórnia e mestrado em Administração de Empresas pela UCLA. Atualmente, ela é CEO do Youtube.

Ginni Rometty 

Também está na lista das mulheres mais poderosas do mundo da Forbes, desde 2012 no cargo, a executiva deixará o cargo no final deste ano para se aposentar. Atualmente é CEO da IBM. Durante a sua gestão, a IBM avançou muito com a implantação de novas tecnologias, destacando a computação em nuvem, segundo a executiva “um mercado emergente de US$ 1 trilhão”.

Paula Bellizia 

É formada em Computação e Ciência  da Computação na UNESP, pós-graduada em Marketing na ESPM e MBA em Negócios e Marketing pela USP. Em sua trajetória profissional ocupou cargo de gerente da Apple no Brasil e diretora de vendas para pequenas e médias empresas da América Latina pelo Facebook. Desde 2015 é Presidente da Microsoft Brasil.

Cristina Junqueira

Eleita pela Forbes Brasil uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil. É formada em Engenharia Industrial pela USP, mestrado em Engenharia também na USP e com MBA em Negócios pela Kellogg School of Management. Trabalhou como analista interna no Itaú Unibanco e como consultora até ser superintendente de negócios. Hoje é Co-fundadora do Nubank, que vale US$10 bilhões com projeção de crescimento para 2020.

As histórias de sucesso nos mostram que as mulheres estão alcançando novos níveis, superando desafios e alcançando seus objetivos com muita habilidade e dedicação.Tudo isso só é possível com o acesso à educação, condições de trabalho, remunerações e promoções dignas. 

Muitas mulheres encontraram na tecnologia o meio para serem realizadas profissionalmente, há muitas transformações por vir e muitas oportunidades para mais mulheres se destacarem com suas conquistas.

A Lean Sales apoia o 5º objetivo sustentável da ONU: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Valorizamos a participação das mulheres no exercício de seus cargos, oferecendo oportunidades igualitárias em todos os níveis de liderança e tomada de decisão. Acreditamos que o caminho do sucesso é construído na integração entre homens e mulheres em cada ideia, em todo o projeto, juntos!

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