3 estratégias de marketing digital pós-pandemia

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os negócios passaram por várias  mudanças como forma se manter em atividade e pela própria necessidade de sobrevivência.   Esta mudança de comportamento das empresas durante a pandemia diante de uma crise sanitária, social, política e econômica foi a resposta para o seguinte questionamento: o que fazer quando a humanidade está enfrentando uma crise?  A reflexão sobre como podemos melhorar enquanto marcas, empresas e pessoas nos fez buscar um olhar mais positivo para enfrentar os desafios e sair do comodismo através da criatividade. Com tudo isso, as transformações surgiram para resolver problemas nos mais diversos setores. Saiba mais sobre essas transformações em nosso post É hora de traçar novos rumos, a sobrevivência dos negócios depende do quanto estamos dispostos a inovar e se adaptar às novas situações. Quando uma crise se instala traz consigo a oportunidade de rever ações e se desprender de velhas crenças: não dá para começar 2021 da mesma forma que começamos 2020!

Pessoas primeiro, produtos depois!  

As marcas que tiveram um posicionamento mais humano com o seu público-alvo foram as mais lembradas pelos seus consumidores durante a pandemia de Covid-19 segundo o estudo do Instituto de Pesquisa & Data Analytics Croma Insights.   O que essas marcas têm em comum? A preocupação de se colocar no lugar do seu consumidor – o que chamamos de empatia. Quem não se lembra da iniciativa da Magalu no combate à violência contra a mulher com o botão de denúncia em seu app? Utilizando-se do diálogo e empatia para se conectar às pessoas ou quando o Itaú ofereceu apoio aos micro e médios empresários? Então, a era do marketing 5.0 já chegou, onde o lado humano das marcas prevalece e a tecnologia é usada para nos aproximar e fazer a diferença no mundo. Como colocar as pessoas no foco do seu negócio usando a tecnologia? Sabemos que se você não é relevante para a sua persona e parceiros, logo o seu negócio deixará de existir. 

Preste atenção nas 3 estratégias de marketing digital pós-pandemia que vamos apresentar para você e comece a executá-las hoje mesmo:

1. Marketing de conteúdo diferenciado

Quando falamos de marketing de conteúdo, geralmente, associamos, principalmente, a produção de conteúdo em forma escrita, com ranqueamento das palavras-chave, além dos posts em mídias sociais, mas vamos lhe mostrar a transformação dos formatos de conteúdo nos últimos tempos:

Estratégias de vídeo marketing: converse com o seu público 

O consumo de vídeo marketing teve um aumento expressivo em 2020. Segundo o Instagram ao site Business Insider, o consumo de lives cresceu 70% em março deste ano. Sabe o que isso significa? Que o vídeo é a onda do momento em comparação ao consumo de conteúdo em outras formas, o que pode ser uma boa aposta na busca por engajamento e vendas, sem esquecer de combinar  diversas estratégias. Por que eu devo adotar as estratégias de vídeo marketing? Pense na seguinte situação: você tem uma solução a ser apresentada e quer gerar o maior alcance possível em suas publicações. Nesse caso, o vídeo entra como uma ferramenta de maior consumo e conversão, pois aumenta a confiança e estimula a tomada de decisão mais rapidamente. Além de você poder utilizá-lo como uma fonte de comunicação com o seu público-alvo e ensino, facilitando a compreensão sobre o que está sendo tratado com uma linguagem mais interativa. Como eu coloco as estratégias de vídeo marketing em prática? Interaja com o seu consumidor ou usuário mostrando o dia a dia do ambiente de trabalho, apresentando uma solução, convidando para um evento ou até fazendo uma live sobre algum tema relevante para a sua persona. Coloque a sua criatividade para funcionar! É muito importante que você coloque legenda na audiodescrição para as pessoas que desejam ver o vídeo sem som e também para que as pessoas com deficiência auditiva tenham acesso ao conteúdo.

Podcasts: consumo de conteúdo em qualquer lugar 

A adoção do público de podcasts teve um grande crescimento neste ano. O Spotify alcançou 286 milhões de assinantes no primeiro trimestre de 2020. Quanto ao conteúdo, o podcast tem 19% dos usuários ativos consumindo esse conteúdo na plataforma do Spotify. Diante desses dados, os podcasts passam a ser uma estratégia muito boa também, em que são mais ouvidos durante as tarefas domésticas do que a caminho do trabalho ou em viagens durante essa pandemia, não importa onde o usuário esteja, é só apertar o play!  Ao fazer o planejamento de uma estratégia de podcast considere as preferências do público da empresa (o que ele gostaria de ouvir), se esse é o formato que vai mais interessá-lo. A partir disso, crie um conteúdo relevante, prezando por uma abordagem mais interativa, frequência e perfil dos usuários.   Aproveite a facilidade de produção desse tipo de conteúdo, pois é mais econômico do que a criação de vídeos, por exemplo, e tem a capacidade de mensurar os resultados sem dificuldades.  

Shoppable Posts: plataformas como um canal de vendas 

É a integração de catálogos de produtos físicos com os meios de pagamento eletrônicos. Assim, os seus seguidores ou usuários interessados podem conferir as informações/preços dos produtos e fazer a compra diretamente nas postagens do Instagram ou Facebook, por exemplo. Utilize esse recurso para oferecer uma experiência de venda otimizada ao seu consumidor. 

Robots influencers: quebrando fronteiras entre o real e o digital 

Além das pessoas que atuam como influencer digitais, os robôs influencers, como a Miquela Sousa, utilizam o ambiente digital para gerar lucro às empresas com campanhas e postagens patrocinadas, mostrando uma vida artificial como seres virtuais que são capazes de fazer recomendações de produtos e serviços no seu cotidiano.   Ao usar os robôs influencers como uma estratégia de divulgação da sua marca, acompanhe as métricas para avaliar o engajamento e alcance, como número de seguidores, visualizações, entre outras.

2. Inteligência Artificial aplicada ao marketing

Estamos na era dos dados, certo? Porém, mais importante do que coletar os dados é o direcionamento de ações a partir deles, levando em conta a proteção dos dados pessoais dos usuários (consumidores, fornecedores, parceiros e colaboradores) de acordo com as diretrizes da LGPD. Dados sem inteligência são apenas dados, sendo assim, a Inteligência Artificial aplicada ao marketing traz resultados na análise do comportamento do consumidor, atendimento (chatbots) e no conteúdo a ser entregue ao cliente, pois é possível segmentar o seu público-alvo, com isso, entregar o melhor conteúdo no momento certo e no canal mais apropriado.  Fique de olho nesse dado: 73% dos consumidores amam uma marca por causa do atendimento ao cliente amigável. Por isso, conheça cada detalhe do seu cliente (perfil, hábitos de consumo, preferências, etc.) para que você possa oferecer as melhores experiências para ele, dedicadas à satisfação de suas necessidades, especificamente.

3. O Cliente no centro de todas as ações e o Marketing de Retenção

Deixamos de focar em produtos para colocar as pessoas no centro de nossas ações. Segundo o Gartner, o uso de tecnologias IoB (Internet dos Comportamentos) – “A IoB é sobre o uso de dados para mudar comportamentos” – tem o foco nas pessoas e na multiexperiência, ou seja, a experiência total, que combina a experiência do cliente, experiência do colaborador e experiência do usuário para causar mudanças nos negócios. Customer Experience (CX) possui o objetivo de possibilitar a melhor experiência  por meio de ações assertivas e centralizadas no cliente  (Customer Centric), criando micro experiências e microcenários para gerar respostas ágeis ao consumidor, assim, além da satisfação deste consumidor, as marcas que se utilizam do Customer Centric ganham um grande diferencial competitivo no mercado. Posicione os seus produtos e serviços anunciados colocando a necessidade do consumidor em primeiro lugar, isso quer dizer compreender as suas dores. Aqui  estamos falando da inovação com foco no cliente. O sucesso do cliente é o tema que mais está em alta, constatou-se um aumento de 5% na retenção de clientes e os lucros aumentaram em até 125% conforme uma pesquisa do Gartner. A probabilidade de vender para um cliente existente é de 60% a 70% e a probabilidade de vender para um novo cliente é de  5% a 20% de acordo com o livro Marketing Metrics. Segundo Philip Kotler, o custo para adquirir um novo cliente é de 6 a 7 vezes maior do que manter os que já existem, além disso, 89% dos consumidores compram de um concorrente após uma experiência ruim do cliente. Conheça mais estratégias de negócios em nosso blog. Acompanhe todas as novidades e faça muito mais por sua empresa!
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Carmelise Medeiros
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